quinta-feira, 28 de julho de 2016

SE VOCÊ SABE O QUE DIZER E TEM VONTADE, DIGA... PORÉM, PENSE ANTES: QUANDO, COMO E POR QUÊ. Pastor Renato Moura.


FALAR O QUE DÁ NA TELHA
Muita gente hoje em dia costuma falar o que dá na telha. Mas, o que significa este “dá na telha”? significa falar abruptamente, isto é, sem pensar, sem antes medir ou ponderar tudo aquilo que vem à cabeça. Você já fez isso?
Bem, eu já. E saiu assim meio de repente que enquanto eu falava a minha consciência já me censurava, e quase pude ouvir o meu interior reclamando: “Pare!” você já falou demais! já aconteceu isso com você?
O problema mais sério é quando tal procedimento se torna costumeiro. Vai falando e tendo problemas ou causando problemas, mas continua do mesmo jeito, sem se preocupar em fazer o devido policiamento ou juízo. Quando a pessoa age assim de maneira contumaz ocorre, então, o verdadeiro “falar o que dá na telha”.

PROFESSORES QUE NÃO PREPARAM A AULA
Não faz muito tempo eu li uma matéria que apontava uma aluna de curso superior que reclamava a ausência de plano de aula por parte dos seus mestres. O que acontecia, dizia ela, é que os professores falavam o que “dava na telha”. Dessa maneira, a classe era prejudicada, pois não alcançava o índice de conhecimento necessário para seguir adiante. Somente uma professora seguia o cronograma acadêmico e ainda trazia materiais pertinentes à sala de aula... Só aquela mestra exercia o magistério de forma exclusiva, enquanto os demais disseram que não tinham tempo, pois cumpriam outras atividades.
Já, outro aluno declarou que estava satisfeito, mas na sua disciplina os professores também tinham compromisso com responsabilidades em órgãos públicos, daí a exiguidade de tempo. “Eles nem pedem trabalho extraclasse”, enfatizou.

PASTORES QUE NÃO PREPARAM O SERMÃO
Infelizmente este mal não é típico daquela pessoa que coloquialmente
fala sem pensar. Nem daqueles profissionais que, por falta de tempo ou excesso de conhecimento, ou os dois, acreditam que darão conta da incumbência sem o devido preparo.
Este problema também pode ser verificado nos púlpitos de algumas igrejas. Pastores que “não têm tempo” para preparar a mensagem alegam para si próprios e até para a igreja, que falarão sob orientação divina. Desta forma, com um sermão enfadonho por um lado, sem conteúdo por outro, estes arremedos de obreiros fiéis, falam de tudo um pouco e não chegam a lugar nenhum. A igreja recebe as pessoas sequiosas por uma palavra consistente de ânimo e esperança em Cristo Jesus, porém o que veem é um fogo estranho no altar.
Enquanto isso, Deus nos diz por meio do profeta Isaias da seguinte forma:

“A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos"  (Isaías 56.7).

Na vã tentativa de amenizar a situação os obreiros que “não têm tempo” para preparar o sermão, alegam que são espirituais e que na hora certa Deus vai mandar a mensagem. Entretanto, a Bíblia nos mostra que Jesus ensinou que o Espírito Santo faria lembrar de tudo... Vejamos:

"Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará “lembrar” de tudo quanto vos tenho dito" (João 14.26).

Neste versículo bíblico coloquei entre aspas a palavra lembrar objetivando realçar que, Jesus disse que o Espírito Santo ensinaria primeiro, e, em segundo lugar, faria lembrar! Ora, é preciso primeiro ter a humildade de aprender, para que seguidamente Ele faça lembrar.
Este conselho está conformidade com esta outra elocução de Cristo:

“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” (João 5.39).

Tem gente que defende a ideia de que neste texto Jesus “não” estava ordenando que se examinasse a Bíblia porque ela testificava Dele. Dizem isso por causa do tempo verbal. O “examinais” está na 2ª pessoa do plural, no tempo presente. Se Jesus estive ordenando o verbo deveria estar na 2ª pessoa do plural, só que no tempo imperativo, e ficaria assim: “Examinai” as escrituras, porque vós...
Neste caso percebemos que eles estão certos! Jesus não ordenou, Ele afirmou! Mas, em contrapartida vemos que o Mestre não os reprovou por eles examinarem as escrituras. Ele os censurou pelos motivos que aparecem nas três assertivas dos três versos imediatamente seguintes:

“E não quereis vir a mim para terdes vida. Eu não recebo glória dos homens; mas bem vos conheço, que não tendes em vós o amor de Deus (João 5.40-42).

Além de Jesus não reprová-los por eles examinarem as Escrituras (porque os judeus acreditavam ter nelas o ensino sobre a vida eterna, e sabiam que havia naquele conteúdo o testemunho a respeito Dele). Vários argumentos sobre o testemunho da supremacia de Cristo foram colocados anteriormente neste capítulo, porém Ele próprio filtra e indica apenas este:

“E o Pai, que me enviou, ele mesmo testificou de mim” (João 5.37).

Assim temos a síntese de que, se Jesus não reprovou o examinar as Escrituras por parte dos judeus (nos quais somos coerdeiros das promessas), e aprovou o testemunho da parte do Pai a Seu respeito, também podemos por associação receber o entendimento de que o “Examinar” as Escrituras é uma ação legal, correta e aprovada.

O que nos resta é entender que examinar não é apenas ler. Examinar é um estudo, é pôr um sentido mais apurado, é procurar para descobrir algo mais intrínseco que porventura Deus esteja querendo nos dizer neste tempo presente.
Façamos como fizeram os crentes bereanos, eles conferiam nas Escrituras Sagradas para ver se Paulo e Silas proferiam a realidade escrituristica.

...Porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim (Atos 17.11b).

CONCLUSÃO
Jamais poderemos falar o que “dá na telha”, em nenhuma hipótese! Seja em um diálogo corriqueiro com familiares ou colegas. Seja em um ambiente mais sério como uma entidade educacional, e muito menos ainda, quando falamos em nome de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
A responsabilidade daqueles que são mensageiros das boas novas é bem maior do que a de um médico que, em um caso hipotético, teria em suas mãos um antídoto para neutralizar em uma vítima, a peçonha mortal de uma serpente. E que ao invés de fazê-lo imediatamente, abre morosamente varias gavetas procurando uma seringa hipodérmica.
Nós temos o antídoto para curar o mal do ser humano contaminado pelo pecado (Pecado no grego é Hamartia que significa errar o alvo).  Este medicamento é o sangue de Jesus que, segundo as Escrituras nos purifica de todo o pecado.
Ele, o Mestre dos mestres tem uma mensagem para o seu e para o meu coração (I João 1.7).
 
E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos.  E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus” (Mateus 5.1,2,6-8).

Que Deus nos abençoe!
                  Pastor Renato Moura

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