sábado, 26 de março de 2011

A CONDUTA DOLOSA OU CULPOSA DO PASTOR - Dentre os cinco dons, a nomenclatura “Pastor” é a mais significativa, porque relembra o ofício do Nosso Senhor e Mestre. Ele, e só Ele, foi quem exerceu esse ministério de maneira legal, perfeita e completa.

O BOM PASTOR
É bem verdade que a Bíblia faz referência a 5 dons ministeriais, e entre eles vemos a honrosa qualificação de “Pastor”.
E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores. Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo (Ef 4.11,12).
Dentre os cinco dons, a nomenclatura “Pastor” é a mais significativa, porque relembra o ofício do Nosso Senhor e Mestre. Ele, e só Ele, foi quem exerceu esse ministério de maneira legal, perfeita e completa.
Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido (João 10.11,14).

Então, assim como Jesus, os homens santos podem ser chamados de pastores.
Mas, não nos esqueçamos que o único que é caracterizado na Bíblia, com o título de “Sumo Pastor” das nossas almas é o Senhor Jesus!
E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória (I Pedro 5.4).

A PEDRA ERA CRISTO
Me faz lembrar aquela outra passagem, onde Jesus aparece fazendo uma comparação: Ele chama Pedro de “pedrinha”. Nesse texto o Mestre esclarece que o seu discípulo, era uma pedrinha no grande edifício que estava começando a ser construído. Mas, Ele, Jesus, era e ainda continua sendo a “pedra de esquina”, fundamento e base da Sua própria igreja (Marcos 12.10), (Efésios 2.20,21).
Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mateus 16.18).

FRAGILIDADE DAS PEDRINHAS
Assim, queridos, não devemos estranhar quando homens chamados de “pastores, bispos e até apóstolos” pervertem a missão que lhes foi outorgada. De maneira que, provocam danos físicos, morais e espirituais a uma ovelha, no sentido individual, ou a todo o rebanho, quando se trata da comunidade.
Isso pode acontecer, devido à fragilidade estrutural dessas pedrinhas, que muitas vezes se arvoram em aparecer como base e fundamento da fé. Eles acreditam que o Senhor Jesus lhes transferiu o título de propriedade da igreja e o senhorio do patrimônio e do rebanho... Dessa forma, atuam com uma constituição imprópria para a qualificação.

CONDUTA DOLOSA
Segundo o saber dos eruditos na matéria, o “crime” é a ação ou a omissão típica, antijurídica e culpável. (Dicionário Jurídico Humberto Piragibe Magalhães e Cristóvão Piragibe Tostes Malta).
Em se tratando de desvirtuamento da conduta secular, na esfera jurisdicional, os causadores seriam observados e incriminados por dolo. (A conduta dolosa é aquela em que o indivíduo age de má fé, sabendo que pode advir prejuízos materiais e até físicos. Mesmo assim, ele deixa de lado os cuidados que deveria ter, partindo, então, para o ato criminal. Assim, ele assume, conscientemente, os riscos dos seus feitos. E quase sempre age assim, objetivando a obtenção de benefícios vários para si próprio.

CONDUTA CULPOSA
Outras vezes, essa anormalidade ocorre não de forma intencional, mas, devido à múltiplas circunstâncias, como cansaço físico ou mesmo estafa mental nesses homens. Seria, mais ou menos, como um motorista que vacila na direção do veículo, seja por cochilo ou por falha mecânica do veículo, e torna-se o causador de um acidente provocando pequenos estragos ou prejuízos de grande monta, com até a ocorrência de vítimas fatais. Em casos como esses, o condutor teria a pena abrandada, pois praticou sim, uma ação criminal. Entretanto, sua intenção não foi dolosa; foi culposa. (A conduta culposa ocorre quando o indivíduo não age de má fé, mesmo assim, ele deixa de observar com o devido cuidado o objetivo necessário e obrigatório, imposto pelas regras (leis). Dessa maneira foram produzidas ações que exteriorizam imprudência, negligência, imperícia, etc.).

CONCLUSÃO
Diante dessas considerações entendemos que, como vivemos em sociedade, a justiça julgará os agentes desses crimes, conforme preceitua a lei.

Mas, quando tratamos de assuntos de cunho espiritual e em nosso convívio evangélico, a regra que deve ser seguida é aquela mesma regra que pauta as vidas de todos os cristãos: a Bíblia Sagrada. Porém, ela não é menos rigorosa que a lei dos homens! E é nela que observamos a seguinte e pesada advertência:  
Maldito aquele que fizer a obra do Senhor fraudulosamente (Jeremias 48.10a).

Contudo, não podemos nos equivocar como em sua precipitação fez o profeta Elias, afirmando que todos os da sua fé tinham se perdido e adorado falsos deuses; e que só ele tinha se mantido fiel. Então Deus teve que corrigi-lo dizendo que, não somente ele, mas havia também um número de 7000 fiéis que não dobraram os seus joelhos diante do erro, do pecado e do engano (IReis 19.18).

Por isso, queremos nos congratular com todos os obreiros fiéis (diáconos, presbíteros, evangelistas, pastores e outros) que, a despeito de todas as lutas, permanecem operantes levando o “Evangelho da Salvação em Jesus Cristo” aos que se predispõem a ouvi-los. E que, ao nascer uma ovelhinha cuidam dela com todo o carinho, até que ela por si só, saiba ir à Belém e ali alimentar-se na manjedoura.
Disse Jesus: Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora (João 6.37).

Pastor Renato Moura

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