quarta-feira, 3 de julho de 2013

AUTO-HEMOTERAPIA SERÁ QUE É PECADO? Resposta a um comentário feito no artigo: “Auto-hemoterapia – mito ou verdade”.



Sim irmã, a senhora tem todo o direito de acreditar ou não em auto-hemoterapia, afinal de contas todos nós temos esse direito aplicável a todas as áreas da vida. Foi o próprio Deus quem nos conferiu o livre arbítrio, que é a competência que cada pessoa tem de observar, tirar suas conclusões e assumir uma postura diante de qualquer coisa. Porém, devemos utilizar as prerrogativas oferecidas pelo Criador de maneira coerente com a Sua Palavra, e nunca com as crenças e atitudes abusivas baseadas no egocentrismo de quem quer que seja, além do mais, um dia teremos que prestar contas a Ele.
Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos (Mateus 18.23).

Observemos que Jesus, o maior entre todos os mestres que já pisaram nesse mundo, assim nos exorta:
Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça (Jo 7.24).

Marta, irmã de Lázaro acreditava em muitas coisas sobre o “rabi”, amigo da família, mas não acreditava que Jesus tinha o poder de fazer o seu irmão ressuscitar. Muito menos, depois dele ter o seu sangue secado e esse precioso liquido, como todos os órgãos já terem iniciado e se alongado no processo da putrefação. Nisso ela não acreditava! No entanto, Jesus lhe respondeu:
Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus? (Jo 11.40).

Além disso, deparamos com o extraordinário poder de Cristo quando Ele, na chamada ressurreição de Lázaro, fez aquela maravilha. E aprendemos com a narrativa que, Deus nos permite crer ou não crer. Foi por isso que Jesus precisou despertá-la para a verdadeira fé. Chegou o momento em que Ele próprio bradou: Lázaro sai para fora! E o que estivera morto ouviu a voz daquele que lhe oferecia a vida... E ele ressuscitou!

Essa é a fé que mostra o que é possível pelos “meios naturais”, porque para Ele, Jesus, era, e é natural aquele tipo de ministração. E, assim como, para nós, seus servos, também é possível a operação que promove a regeneração, e embora surpreenda a muitos, a cura pode vir por qualquer dos dispositivos que “O Criador” instalou em nós!

Bem, agora talvez você esteja dizendo que ali foi uma operação de milagre. Eu respondo com toda certeza e alegria. Foi sim! Mas o Mestre nos disse que faríamos outras obras, com possibilidades até de serem maiores do que aquelas que Ele mesmo fez (João 14.12). E isso significa maior em todas as áreas e sentidos
Dessa forma, não sejamos precipitados a ponto de entregarmos os benefícios que nos foram conferidos, para os inimigos da verdade, cuja especialidade é transfigurá-la em mentira.

Será que é mais fácil nos submetermos às pessoas que embora sejam consideradas profissionais e responsáveis, no entanto, como vemos repetidas vezes na mídia: “injetam vaselina liquida na veia da paciente” provocando a morte; pingam colírio impróprio em dose altíssima nos olhos do recém nascido e geram cegueira irremediável; amputam a perna errada do paciente, deixando-o mutilado para sempre... Operam cirurgicamente o que não precisa e o órgão doente permanece. Além de prescrições aviadas equivocadamente por descuido, incapacidade ou incompetência... Ou seria por interesse financeiro pessoal? Quem sabe, interesse corporativo...  E por aí vai.

Quando Deus determinou no livro do Êxodo 12.7 – que o sangue do cordeiro (animal) deveria ser aspergido no batente das portas dos israelitas, e assim eles fizeram. O sangue foi um sinal que proporcionou vida aos primogênitos das famílias e a libertação do povo escravizado no Egito. Aquela ação indicava a purificação e o perdão que viria por Nosso Senhor e Salvador Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Porque, se o sangue dos touros e bodes, e a cinza de uma novilha esparzida sobre os imundos, os santifica, quanto à purificação da carne, quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo? (Hebreus 9.13,14).

Quando Jesus esteve fisicamente aqui Ele salvou muitas vidas e fez inúmeras curas físicas. E ainda hoje continua curando. Eu creio nisso! Sou testemunha ocular disso! Glorifico ao Senhor por isso!
Como cristãos que somos, procuremos exercitar a fé Nele. E oremos uns pelos outros, para que saremos (Tiago 5.16).
E também vigiemos com a máxima atenção à exortação que Deus nos deu, quando falou ao apóstolo Pedro... E segunda vez lhe disse a voz: Não faças tu impuro ao que Deus purificou (Atos 9.15).

Agora responda para si mesma, se você for acometida por uma terrível dor de cabeça e o médico lhe receitar analgésicos, você não toma?  E se houvesse necessidade imperiosa, você teria coragem de deixar-se submeter à aplicação de suas próprias células tronco para regeneração de um órgão em processo de falência? O coração, por exemplo, lembrando que o índice maior de mortes em toda a Terra aponta para as doenças cardíacas.
Respondeu?... Teria não é? Foi o que pensei! Então, não nos precipitemos em condenar ao inferno aqueles que buscam nas terapias alternativas complementares, a saúde necessária para o bem estar do corpo. E, não é o caso, mas mesmo que um ladrão tivesse a séculos roubado algo pertencente a gloria de Deus, o legitimo proprietário continuaria sendo o Pai da Eternidade.
Será que não é arrogância contra a verdadeira espiritualidade cristã, o fato de escolhermos em primeira instância os recursos que tão precariamente nos fornecem, ao invés da fé em Cristo que cura as enfermidades da alma e do corpo? Será que não podemos também, abrir as nossas mentes para aquilo que foi Deus quem fez? No caso, o nosso próprio sangue?

Em nenhum momento esse tratamento fere ou tende a macular a pureza do “Evangelho de Jesus”, pois não é um culto a pseudodeuses. É sim, um testemunho que glorifica o verdadeiro Deus, porque Ele forneceu os meios naturais para livrar muitas pessoas das dores infligidas por diversas doenças. E sejamos sensatos, se essa for a saída para tirar a sua doença, você vai lá sim.

Concluindo por esse prisma exclusivamente espiritual, deixo claro que, a meu ver, não é pecado o tratamento denominado “Auto-hemoterapia”. 

Pastor Renato Moura