sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

IGREJAS CRISTÃS FECHADAS - parte 2- No Irã, Pastor Nadarkhani é preso de novo.



CAZAQUISTÃO

Uma lei reguladora das atividades religiosas foi homologada no mês de outubro de 2011 e, em seu bojo, trouxe a exigência de que as igrejas fizessem um recadastramento até o dia 25 de outubro de 2012.  

Houve contrariedade quanto ao processo de recadastramento com afirmações por parte de vários grupos, de que ele é muito complexo, pesado, arbitrário, desnecessário e dispendioso. Para satisfazer a lei, a igreja deve ter pelo menos 5 mil membros no país, 500 em cada região e 50 em cada localidade. Sendo que, não alcançando esses níveis, não há como recadastrar-se. Dessa forma, os pequenos grupos ficam na ilegalidade e têm suas igrejas fechadas por determinação dos tribunais.

Segundo a rigidez que compõe a nova lei, mais da metade das 46 religiões anteriormente reconhecidas, ou seja, 60% foram consideradas ilegais e tiveram suas atividades suspensas; apenas 17 permanecem funcionando. O novo regulamento favorece as "religiões tradicionais" do país: islamismo, cristianismo ortodoxo, catolicismo romano, judaísmo e budismo. As autoridades estão intensificando severidade a alguns grupos de protestantes “Evangélicos”, que são considerados como "não integrantes dos tradicionais".

A “Igreja Pentecostal Luz do Mundo” foi acusada de falsidade e descumprimento de prazo no cadastramento. Um dos seus fundadores morreu, mas o seu pastor Pavel Semlyanskikh, afirmou que o falecimento deu-se depois que a documentação fora entregue. E que a ocorrência não pode ser a causa para o “não registro da igreja”, já que a exigência da lei é que haja 50 nomes. Sendo que e a “Igreja Pentecostal Luz do Mundo” havia apresentado 54 nomes. Além disso, com o falecimento daquele irmão, foi reapresentada outra relação de nomes atualizada no dia 24 de outubro de 2012, e o prazo limite foi dia 25 de outubro de 2012.  Mesmo assim, o chefe do “Departamento Regional de Justiça” disse que a referida igreja não fez as correções a tempo. 

As igrejas cristãs foram e ainda são as mais afetadas: líderes de igrejas protestantes afirmaram que foram iludidos ou coagidos a aceitarem passivelmente o fechamento de suas igrejas, com a alegação de que poderiam funcionar como filiais de grupos legalizados. Ou até mesmo solicitarem seus registros como novas organizações. Porém, tais pedidos têm sido negados e as igrejas permanecem fechadas.



IRÃ

Se não bastasse o fechamento de igrejas cristãs em diversos países, somos surpreendidos por outra notícia lamentável vinda do Irã.

A CSW-Christian Solidarity Worldwide, entidade mundial de solidariedade cristã informou sobre o Pastor Yousef Nadarkhani que estivera preso por 3 anos sob acusação de apostasia do islamismo e condenado à morte, o qual fora solto em setembro/2012, após o forte clamor mundial em seu favor.

Na época, em sua defesa se posicionaram várias entidades e personalidades de todo o mundo, incluindo os senadores brasileiros: Magno Malta (PR/ES), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Família Brasileira; Sergio Petecão (PSD/AC); Paulo Paim (PT-RS), Presidente da Comissão de Direitos Humanos; Marcelo Crivella (PRB-RJ), hoje ministro da pesca no governo da presidente do Brasil, Dilma Rousseff.  Assim é que o pastor Yousef Nadarkhani foi absolvido da acusação de apostasia, e consequentemente da pena de morte, porém, condenado a três anos de prisão por propagar a fé em Cristo entre os muçulmanos. No entanto, por já haver cumprido três anos de reclusão ele foi solto, após o pagamento de fiança, para alegria da sua esposa e filhos. A esposa do pastor, que também estivera presa, já havia sido libertada anteriormente. Convém ressaltar a habilidade legal do advogado que defendeu o casal: Mohammed Ali Dadkhah.



PR. YOUSEF NADARKHANI É PRESO OUTRA VEZ

O pastor Nadarkhani, 35 anos, foi conduzido outra vez no dia 25/12/12 à prisão de Lakan, em Rasht. Esse é o mesmo local onde ele esteve preso. A suposta nova reclusão deve-se “supostamente” para completar alguns dias (45 dias), que faltaram da condenação imposta e também para os trâmites legais dos documentos. O ACLJ-The American Center for Law and Justice - comunicou que essa recondução de um homem libertado por ordem judicial iraniana à prisão, é um flagrante desrespeito do Irã para o direito internacional.

Agravando a situação o advogado que atuou no caso Nadarkhani, encontra-se também recolhido num dos piores e abusivos centros de detenção do Irã, a prisão de Evin. Informes dão conta que o seu estado de saúde está bastante debilitado devido às condições que vem sendo submetido. O advogado teria sido preso como retaliação por sua defesa ao pastor e ataques contra os direitos humanos do regime islâmico radical iraniano.



Lembramos que o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, em novembro de 2009 visitou o Brasil tendo sido recebido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O mandatário iraniano, por várias vezes se utilizou em seu discurso termos e frases como: fraternidade, fim das guerras, fim das injustiças. Pois bem, eis aí uma boa oportunidade para que Ahmadinejad evidencie que fala a verdade, e que essa suposta verdade seja abrangente também às minorias evangélicas do seu próprio país.



Leia também: IGREJA CRISTÃ FECHADA

Parte 3– CLIQUE AQUI   

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