DISSE JESUS: "EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA. NINGUÉM VEM AO PAI, A NÃO SER POR MIM (João 14.6).

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

CONSAGRAÇÃO AO SANTO MINISTÉRIO - Na cerimônia de consagração o pastor oficiante, em primeiro lugar, trará uma mensagem objetiva referente ao ato.

CONSAGRAÇÃO AO SANTO MINISTÉRIO
ITm 3.1 Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.
Pr. Renato Moura

Após a abertura solene, o andamento do culto deverá ser conduzido da forma habitual. Porém, o conteúdo deverá ser reduzido visto à exiguidade do tempo e, mesmo porque, a parte mais relevante será a “Consagração ao Ministério”.

Na cerimônia de consagração, propriamente dita, o pastor oficiante trará uma mensagem objetiva referente ao ato. Na sequencia ele poderá ler os textos bíblicos abaixo e a seguir as instruções pertinentes que se seguem. Contudo, cada celebrante tem a liberdade de escolher os textos e os métodos adotados nesse culto especial. O que não se permite, são as inovações aleatórias que distanciem do objetivo primordial e nada têm de espiritualidade. Muito embora a consagração seja solene, o que se faz necessário é direcioná-la à singeleza veraz das "Escrituras Sagradas".

Sem distinção do cargo, os candidatos se dirigirão à frente do púlpito, na parte abaixo da plataforma. Eles permanecerão postados ao lado direito do oficiante, o qual usará a tribuna de maneira que possa vê-los de frente, e, ao mesmo tempo, os seus rostos serem vistos pela maioria dos presentes na congregação, ainda que de perfil.
Se o número dos indicados não for grande, é aconselhável chamar também à frente as esposas dos irmãos que serão distinguidos ao ministério. Lembrando que as esposas terão importantíssimo valor para o bom desempenho da missão que, junto com elas, os seus maridos assumirão. Porém, nessa oportunidade, quem receberá oficialmente a consagração será o indicado de “per si”.
Não havendo possibilidade de se chamar as esposas à frente, por falta de espaço, o oficiante deve enfatizar a participação delas no êxito dessa responsabilidade outorgada aos seus cônjuges. E, no momento da oração consagratória, deve suplicar ao Senhor ajuda também por elas, para que as mesmas estejam sempre cooperando com alegria na seara do Senhor, junto com os seus respectivos maridos.

Após a exposição da “Palavra”, que será abrangente, isto é, que servirá aos candidatos aos vários cargos; será proferida a oração para a consagração e o ato da unção com óleo. Essa oração será feita no mesmo instante em que será promovida a imposição de mãos por todos os ministros oficiais da igreja.
Se houver um grande número de indicados, talvez haja a necessidade de formação de grupos distintos conforme o cargo. Nesse caso, far-se-á uma oração especifica e unção com óleo, primeiro aos diáconos e presbíteros, e, em seguida aos evangelistas e pastores.
   
DIACONATO
Diácono: do grego, “diakonos” s. m. / servo; escravo; servidor; aquele que tem o dever de servir e suavizar o peso da carga do pastor. 
No caso de consagração de diáconos, o oficiante fará uma exposição sobre a importância dessa função para o bom desenvolvimento da obra de Deus. Lembrando que, embora seja uma atribuição mais voltada à dimensão física, é necessário que sejam pessoas cheias do Espírito Santo. Pois, os préstimos do diácono vão muito além das áreas físicas e materiais, e, não poucas vezes, ultrapassam a divisa entre o material e o espiritual. Mesmo tratando-se de serviços tipo: disposição das cadeiras; recepção aos visitantes; orientação aos adultos; idosos e às crianças, iluminação; ventiladores; suprimento de materiais de limpeza, bebedouro; recolhimento de ofertas e dízimos;  preservação da ordem na hora do culto e assessoria ao líder local. Em suma, tudo o que fizeer será sempre dirigido para um alvo específico que aponta para a dimensão espiritual.    

Atos 6.1-7 
Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano.
E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas.
Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.
Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra.
E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia.
E os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos.
E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé.

1Timóteo 3.8-10
Da mesma sorte os diáconos sejam honestos, não de língua dobre, não dados a muito vinho, não cobiçosos de torpe ganância;
Guardando o mistério da fé numa consciência pura.
E também estes sejam primeiro provados, depois sirvam, se forem irrepreensíveis.

PRESBITERATO
Presbítero: Do grego "presbyteros", s. m. / homem mais velho; no latim "presbyteru".  É a tradução da palavra grega "episkopos", conforme aparece em At 20.28; Fp 1.1; 1 Tm 3.2; Tt 1.7; 1 Pe 2.25. Em consonância encontramos o termo "episkopé", “que significa bispado”, como em At 1.20.

Líder na igreja local.
Na igreja primitiva os presbíteros tinham a responsabilidade da direção das congregações, também a pregação do evangelho, além do ensino da doutrina cristã. A palavra grega "presbyteros" quer dizer "ancião", porém era usada sem fazer diretamente referência a idade dele. O termo, por traduzir pessoa de mais idade, já trazia em si a idéia de um dos cargos mais importantes e que designava um homem atento, cauteloso e prudente. No início, à época da estruturação da igreja, os presbíteros também eram chamados de “bispos”. Ele pastoreava a igreja local conforme podemos ver nas seguintes referências: At 20.17-28; 1 Tm 3.1-7; Tt 1.5-9; 1 Pe 5.1,2. Com o passar do tempo os bispos se tomaram responsáveis por um grupo de igrejas de uma determinada região.

O versículo abaixo nos faz entender que numa só congregação poderiam atuar vários presbíteros. 
Tiago 5.14:  Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor.

Atos 20.28:  Olhai, pois por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue.

Como vimos acima e conforme o que foi adotado pelas igrejas hodiernas, cabe ao PRESBÍTERO: pastorear uma igreja, fazer apresentação de bebês, batizar novos convertidos, fazer casamentos e promover os demais atos pastorais da congregação, sempre em consonância com o seu superior.

OS 5 DONS MINISTERIAIS
Efésios 4.10-12:  Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas. E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores; querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo.
Pelo texto bíblico acima se entende que cada nome ou título, vem acompanhado de um sobrenome ou complemento, e este é o de ministro. Mas, o que vem a ser um ministro, na concepção do termo, e, sobretudo na aplicação evangélica?

MINISTRO. Essa palavra é originária do termo grego “huperetes”, s.m. e do latim do latim “ministru”, s.m. Significava remador, como aqueles que faziam esse serviço numa embarcação. Mas, significava também “oficial de justiça" como em Mateus 5.25; auxiliar da sinagoga, de acordo com Lucas 4.20; criado; servo; servidor. Embora hoje o termo tenha conotação de importância, o apóstolo Paulo fez a aplicação dele, algumas vezes, do termo grego “doulos” que se traduz “escravo” como nesses versos: Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus (Rm 1.1; Pois, quem é Paulo, e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e conforme o que o Senhor deu a cada um? (ICo 3.5).

Lembremo-nos também das palavras de Cristo: Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos (Marcos 10.45).

Outros dois termos gregos são traduzidos na Bíblia como ministros, são eles: "leitourgos" e "sunegon".
O primeiro, como aparece nesse verso no livro de Atos: ...que seja ministro de Jesus Cristo para os gentios, ministrando o evangelho de Deus, para que seja agradável a oferta dos gentios, santificada pelo Espírito Santo (At 15.16); também em Fl 2.25.
“Leitourgos” é uma palavra composta de outras duas: "laos" e "ergon" que se traduz respectivamente como povo e trabalho; daí, o entendimento original que se referia a alguém que promovia benefícios ou serviços públicos às próprias expensas. Esse termo “ministro”, depois foi aplicado como vemos na exposição bíblica pelo apóstolo dos gentios (Gl 2.9).

Já o termo “Sunegon” como em: saudai a Priscila e a Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus (Rm 16.3); Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho (ICo 3.9), apontam para o serviço ministerial neotestamentário como um labor feito em conjunto, isto é, com a participação auxiliadora uns dos outros. Não devem aparecer astros ou estrelas, porque estes se veem melhor à noite, mas de dia quando brilha o sol, eles não aparecem. Isso nos dá a idéia de que a luz que sempre deve rutilar no trabalho evangélico é a luz do “Sol da Justiça” que é Cristo Nosso Senhor.
Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria (Malaquias 4.2).

APÓSTOLO : do gr. apostoloi / enviado; vem de apostello /eu envio. (missionário).
COLOSSENSES 1.1-3 Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo. Aos santos e irmãos fiéis em Cristo que estão em Colossos: graça a vós e paz ajais de Deus nosso pai e do Senhor Jesus Cristo. Graças damos a Deus, pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós.


A MAIORIA DOS PENTECOSTAIS NO BRASIL ADOTAM A SEGUINTE ORDEM ECLESIAL

OBREIRO (cooperador), DIÁCONO, PRESBÍTERO, EVANGELISTA, PASTOR
Cooperador: Entendemos que conforme o versículo seguinte, Estéfanas não era diácono, ele era um auxiliar, (obreiro ou cooperador). Certamente se ele tivesse sido consagrado seria identificado pelo Apostolo Paulo: Sabeis que a família de Estéfanas é as primícias da Acaia e que tem dedicado ao serviço dos santos, que também vos sujeiteis aos tais e a todo aquele que auxilia na obra e trabalha (1Co 16.17).

PASTOR
Em certas igrejas basta assumir o cargo de pastor para receber a referida consagração. Em outras, ao sair do seminário o formando recebe já na colação de grau a ordenação ao ministério, ou seja, ao pastorado. Não vamos recriminar ninguém, mas o que se procura aqui é agradar a Deus e obedecê-lo, cumprindo as Suas diretrizes para o avanço da Sua obra na Terra.


POR QUE PASTORES?
Vejamos na Bíblia, ainda que abreviadamente, onde encontramos a função de pastor e quem a exerceu.

O primeiro que aparece foi um dos filhos do primeiro casal: Adão e Eva.
ABEL - Gn 4.2  E deu à luz mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra.

O PRÓPRIO DEUS - Sl 23.1 O Senhor é o meu pastor, nada me faltará.

O MESSIAS - IS 40.10,11  Eis que o Senhor Deus virá com poder e seu braço dominará por ele; eis que o seu galardão está com ele, e o seu salário diante da sua face. Como pastor apascentará o seu rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeirinhos, e os levará no seu regaço; as que amamentam guiará suavemente.

REIS, PROFETAS E SACERDOTES DE ISRAEL – Ainda que, exercendo a função pastoral em forma negativa, observamos a nomenclatura sendo identidade desses homens em Israel:
Ez 34.2,3 Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas? Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas.

JESUS – O próprio Senhor e Salvador Jesus Cristo, aparece sete vezes no Novo Testamento como pastor. Duas delas são essas referências a seguir;
Jo 10.11 Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas.
Jo 10.16 Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor.

APÓSTOLO PEDRO
Encontramos também o apostolo Pedro ensinando como se deve cuidar das ovelhas do Senhor:

1 Pe 5. 2-4  Pastoreai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto, nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória.

HEBREUS 13.17: Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.

REFERÊNCIAS FUNDAMENTAIS À CONSAGRAÇÃO
O Apóstolo Paulo deixou-nos a seguinte instrução:
Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda modéstia; (porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá o cuidado da igreja de Deus?).  
(Entendo que ao pai não cabe salvar os filhos, mas orientá-los à salvação. Porém, mesmo que eles não manifestem a fé cristã, se estiverem sob a tutela do pai, e este “ministro”, ele  deverá governá-los. Do Senhor vem a salvação. Jonas 2.9).
Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo. Convém que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia na afronta, e no laço do diabo”. I Tm. 3.1-7.    

Porque convém que o bispo seja irrepreensível, como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância; mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante; retendo firme a fiel Palavra, que é conforme a doutrina, que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes. Tt 1.7-9.

MISTÉRIO NO MINISTÉRIO
COLOSSENSES 1.24-27 
Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja. Da qual eu estou feito ministro segundo a dispensação de Deus, que me foi concedida para convosco, para cumprir a palavra de Deus. O mistério que esteve oculto desde todos os séculos, e em todas as gerações, e que agora foi manifesto aos seus santos. Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória.

EFESIOS 6.18,19
Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos. E por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho.

1 TIMÓTEO 3.16
E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.

MATEUS 22.14
Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.
Esse texto nos fala sobre chamado à salvação, porém, se o vermos também como chamada ao ministério, podemos entender que o ministro deve zelar pela honra que o Pai lhe concedeu de ser um ilustre convidado às bodas do Seu Filho. Portanto, as suas vestes devem sempre permanecer como convém à idoneidade que o cargo requer, mantendo também a unção do Espírito Santo sobre a sua vida.
Em todo o tempo sejam alvas as tuas roupas, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça (Ec 9 .8).

2 TIMÓTEO 2.15
Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.

RECOMPENSA DE DEUS
1CORINTIOS 15.58  
Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.
MATEUS 25. 21  
E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

A direção da Igreja deve estudar cada aspirante e colocar o seu nome em oração, apresentando-o ao Senhor, para ver se Ele o aprova para o ministério.
Todos os pré-requisitos devem ser preenchidos e cumpridos.

Finalizo afirmando que considero incompleto este singelo trabalho; há muito mais para ser incluído nele! Porém, acredito que já serve como orientação aos que pretendem dar início a um estudo sério sobre o assunto.

Que o Senhor Jesus abençoe todo o Seu ministério na Terra!

                                                                    Pastor Renato Moura

Bibliografia
Oliveira, Temóteo Ramos de, 1940 - Manual de Cerimônias. 17ª. Edição – 2001 -Rio de Janeiro, CPAD.
Manual do Ministro –20ª. Edição -  2001 – São Paulo -   Editora Vida
Rienecker, Fritz e Rogers, Cleon. Chave Linguística do N. T. Grego. Vida Nova.
Oliveira, Temóteo Ramos de, Manual do Candidato ao Santo Ministério – Rio de Janeiro, CPAD.
Chaplin, Norman Russel. O Novo Testamento interpretado. 8ª. Edição – 1992 – São Paulo – Millenium 
Dicionário da Bíblia de Almeida – 2ª. Edição – 2005 – São Paulo – SBB
http://cieadep.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=71:consagracao-ao-santo-ministerio&catid=1:latest-news
 Acessado por Pr. Renato Moura em 26/10/11.
http://www.iprb.org.br/artigos/textos/art151_199/art155.htm - Acessado por Renato Moura em 14/11/2011
http://www.adjabaquara.com.br/mensagens/03.10.2010.html - Acessado por Renato Moura em 14/11/2011
http://estudosbiblicos.org/licao-04-despenseiros-dos-misterios-de-deus/ - Acessado em 14/11/2011




sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A SERPENTE E O VAGALUME - Alguns teólogos acreditam que a inveja é um demônio. Bem, o que eu digo é que se não for propriamente um demônio, ela é uma ferramenta muito bem afiada por ele.

Um dia desses recebi um texto muito interessante.
Trata-se de uma fábula cujo autor da idéia não foi citado, por ser desconhecido. Porém, me parece que é um dos escritos do fabulista francês "La Fontaine" (1621 /1695).

A história fala da perseguição que uma serpente faz a um inofensivo vagalume.
Cansado de fugir dos ataques do réptil, o inseto luminoso pergunta se pode fazer-lhe 3 perguntas. A serpente responde positivamente e acrescenta que, depois das perguntas, o devoraria de qualquer jeito.  

Então, o vagalume queixa-se:
– Fiz algum mal a você?
– Sssss "não".
– Faço parte do seu cardápio de alimentação diária?
– Sssss "não".
Diante disso, reclamou o vagalume:
– Quero fazer-lhe só mais uma pergunta: por que você deseja acabar comigo?
Esclarecendo o verdadeiro motivo da caçada, a cobra lhe responde:
– É que eu não suporto ver você brilhar!

Moral da história: ''A inveja é a causadora de muitos males.''

O TEXTO NO CONTEXTO
A inveja é tão vil e vergonhosa que ninguém se atreve a confessá-la. Ramón Cajal

Após ler o texto fiquei pensando...
É verdade, muitas pessoas sentem inveja pelo simples motivo de perceber que uma pequena luz começou a brilhar na vida de outra pessoa.

Talvez esse sentimento viciado seja despertado, mesmo que inconscientemente, pela comprovação de que a pessoa “vagalume” possui uma ou mais capacitações que a da própria serpente. E com essa luz, venha a deixar claro que esse invejoso jamais alcançará tal qualificação. E de certa maneira ele sente que a sua posição já está sendo ameaçada.
O dicionário Aurélio qualifica a palavra citada da seguinte maneira: Inveja, s. f.; Desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem. Desejo violento de possuir o bem alheio. Outro dicionário consultado exprime a mesma idéia: sentimento de cobiça à vista da felicidade, da superioridade de outrem.
Por isso, entendo que o desejar humildemente e lealmente uma qualidade, um patamar, ou mesmo um bem "semelhante" (não o mesmo) que outra pessoa tenha, não é condenável. O problema reside no fato de que esse desejo se torne tão intenso, ao ponto de serem usados subterfúgios escusos para conseguir e até arrebatar do outro o que se quer ter. Isso sim é inveja pura! O problema é que existe uma linha muito tênue entre uma coisa e a outra. E ao passar essa linha acabará nutrindo dentro de si esse anseio abominável, peçonhento e vil; sentimento próprio de pessoas despreparadas, desqualificadas e sem pudor.

VIGILANTES DO INFERNO
Postam-se os invejosos, como vigilantes do inferno procurando obter algo para levarem ao “chefe”, com o único objetivo de promover o desligamento das baterias do vagalume. Assim, esses indivíduos não têm escrúpulos: delatam colegas de serviço por terem supostamente cometido qualquer engano. E se, o “chefe” for um fraco, muito ocupado para não perceber que aquela “luzinha” poderia ajudar o bem comum da instituição, será levado como foram levadas as construções de Fukushima pelo Tsunami. E sabemos que a radiação provocada pela infiltração do invejoso será extremamente e muito mais prejudicial.
Quantos vagalumes, na história, tiveram suas asas quebradas e seus projetos banidos, destroçados pela atitude nefasta dos invejosos?

ONDE ATUAM OS INVEJOSOS
Sabe-se que os indivíduos que estão contaminados com essa disfunção de caráter, estão imiscuídos nos estabelecimentos comerciais; nas indústrias; nas instituições de ensino; nos clubes, nas autarquias e repartições públicas, governamentais e privadas; nas polícias: civil e militar; corporações e quartéis militares; nos bombeiros; nas famílias e na sociedade em geral abrangendo todo e qualquer aglomerado de indivíduos.
E não pense que esqueci: nas igrejas também!
Se deixei por ultimo a inserção nessa confluência social, foi para dar a ela maior ênfase. Porque nos outros grupos até que é compreensível verificar que em seus meandros atuem elementos nocivos como os invejosos. Porém, na igreja de Cristo essa ocorrência perniciosa é inconcebível, incoerente com os princípios outorgados por Nosso Senhor e Salvador Jesus.

AS SEMENTES PLANTADAS EM BOA TERRA, NÃO TÊM INVEJA
No evangelho segundo escreveu Mateus, no capitulo 4 vemos o próprio Mestre ensinando a parábola do “Semeador”.
Disse o Senhor que um homem saiu a semear. Uma parte das sementes caiu junto ao caminho; vieram as aves e as comeram. Outra parte caiu entre os pedregais, mas ao nascer, como não tinha raiz profunda, vindo o sol a queimou. Outra parte das sementes caiu entre os espinhos, mas estes crescendo as sufocou e não deu fruto. Porém uma parte caiu em boa terra. Essas sementes nasceram e frutificaram a 30, 60 e 100 por um. Em seguida Jesus esclarece dizendo que as sementes do caminho, são os que recebem a “Palavra de Deus”, mas logo se manifesta o inimigo e tira-lhes o que foi semeado em seus corações.
As sementes que caíram nos pedregais são os que recebem o Evangelho, mas vindo as tribulações da vida e as perseguições, como não têm raiz deixam esvair a fé que haviam adquirido.
Jesus explica também sobre as sementes que caíram em boa terra, são aqueles que recebem a Sua Palavra e não só a aceitam como também a divulgam e os seus frutos podem ser contados a 30, 60 e 100 por um.
Mas, antes do Mestre falar sobre a boa terra, Ele falou sobre a semente que caiu entre os espinhos. São aqueles que recebem a Sua Palavra, mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera (Mt 4.19).
Entenda que, proveniente desses cuidados do mundo, engano das riquezas, ambições e outras coisas, é que estão todos os malefícios da inveja.
Dessa forma, percebe-se claramente que a inveja é um sentimento contrário à essência do Cristianismo autêntico.  
Desde a época apostólica, na igreja primitiva e agregados aos fiéis, já atuava o sentimento da inveja. Porém, com o passar desses 20 séculos, houve um acréscimo vertiginoso desses contrários à pureza do espírito cristão. Assim, muitos por estarem desconectados ao doador da vida, aquele que mantém viva a semente da salvação, se deixam levar pela falta de freio aos sentimentos, especialmente um dos piores deles: a inveja.
O Apóstolo Paulo expôs que, já na sua época, existiam homens que pregavam a mensagem cristã por inveja... Meu Deus do céu! E não é isso que vemos na atualidade?
Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade (Filipenses 1.15).

A INVEJA É UM DEMÔNIO
Alguns teólogos acreditam que a inveja é um demônio. Bem, o que eu digo é que se não for propriamente um demônio, ela é uma ferramenta muito bem afiada por ele. E o resultado que se vê na sociedade e também na igreja não é nada alentador; muito pelo contrário, é terrível o massacre que a inveja promove .
Por isso, se o prezado leitor ainda não é convertido aos ensinos de Jesus Cristo, e foi picado pela serpente da inveja; aproxime-se do Mestre e receba a Sua libertação. Pois, o sangue de Jesus tem um poder muito maior do que o soro antiofídico, e é capaz de promover a sua cura completa. E você perceberá que a sua vida se tornará incólume à peçonha do mal.
Agora se você sofreu o ataque da serpente da inveja sendo já um(a) servo(a) de Deus; você já sabe o que fazer! Não sabe? Só quero lhe fazer umas perguntas básicas: como estão as suas articulações? Seus joelhos ainda se dobram? E o seu coração, como está?
Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas, e os joelhos desconjuntados. E fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja não se desvie inteiramente, antes seja sarado. Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb12.12-14).

Que Deus, em sua infinita misericórdia, nos livre do veneno mortífero injetado pela serpente. A “Inveja” ou outras artimanhas do adversário das nossas almas. E que, sejamos mensageiros do supremo amor de Deus. Que amemo-nos uns aos outros e que nos alegremos ao comprovarmos que o nosso irmão está sendo abençoado e crescendo, seja na vida secular ou seja no campo eclesiástico.
OH! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre (Sl 133.1-3).

Pastor Renato Moura

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

CRÔNICA NATALINA - Quando estávamos próximos da esquina da Ipiranga com a São João, beirava meia-noite. Um painel eletrônico num prédio dali, não parava de piscar me golpeando: Feliz Natal...

Eu me senti tão solitário, tão sozinho, tão abandonado por tudo e por todos...
Mas, tentei reagir e sair... Quem sabe, procurar os velhos amigos...
E se ganhasse coragem, tentaria até encontrar alguém da família, algum parente.
E se eu me aproximasse dela, de novo?
Bem, nesses dias de festas as pessoas ficam mais sensíveis e ela, certamente, também deve estar mais sentimental. Quem sabe eu poderia aproveitar a ocasião e pedir-lhe perdão.
Aproveitar a ocasião e pedir-lhe perdão...
Até rimou! Então sorri para eu mesmo, e continuei pensando...
–Mas, e se os amigos...
–Amigos? aqueles eram amigos? Quando eu mais precisei deles...  Quando o pneu furou; quando a “grana” acabou e fiquei “lisinho”; quando tudo na minha vida deu errado... Eles sumiram; deixaram-me de lado, deixaram-me falando sozinho.
–E os parentes?
–Têm parentes que... Sem mistério...  Tenho a nítida impressão que, a maioria deles... Ah! todos, sem nem um senão...
–Todos?
–Sim todos. De uma maneira ou de outra, só queriam tirar proveito de mim. Porque sumiram todos quando o “largeant”, o “money”, o dinheiro, chegou ao fim.
–Misericórdia!
–Misericórdia? Até os irmãos da igreja me abandonaram. Nenhuma visita me fizeram; ninguém veio ler a Bíblia na minha casa. Não que eu precisasse, eu sei ler muito bem “poxa”. Mas, seria uma ajudazinha, uma prova de calor humano e amor cristão. Mas, ninguém veio não!
É engraçado como a gente pode falar sozinho! Falar sozinho não; a gente pode pensar de falar sozinho.
–Bem, mas, e ela?
–Ela quem?
– “Hum”... Ela.   
Como eu estava fazendo a minha confissão particular ao meu próprio interior, arrematei:
–Fui tão ingrato com ela! Porque... Bem, recebi da parte dela tanto amor, apoio, carinho, ajuda mesmo... Naquele tempo era só ela, para ser a minha base de sustentação. Só ela me entendia! mesmo assim eu a feri, maltratei, decepcionei. E hoje eu estou aqui, com o coração dilacerado e o ego apertado, espremido, amassadinho; na geladeira tem tudo, mas, não tem nenhuma garrafa de vinho. Estou aqui com essa linda TV de alta definição, mas, sem interesse algum por qualquer programação. Estou sentindo correr na coluna dorsal um espasmo estranho de adrenalina, quando me chegam aos ouvidos os sons, ou vejo um pequeno sinal dessa época natalina.
–Mas, continua, o que mais você está sentindo?
–Saudades... Nostalgia... Melancolia! É um negócio chato, esse que eu estou experimentando. Estou me sentindo assim... Desorientado. Acho que vou pegar o carro e dar uma volta.
–Como pegar o carro, seu tonto. É melhor você sair e esperar um “busão” no ponto. Porque saber você já sabia: o seu carro há dias “pifou” a bateria.
E com a cabeça a mil, mas, – miudinha por dentro – me vi no interior do coletivo que foi para a cidade, para o centro.
Quando estávamos próximos da esquina da Ipiranga com a São João, beirava meia-noite. Um painel eletrônico num prédio dali, não parava de piscar me golpeando: Feliz Natal... Feliz Natal. “Brrrrrrr”
Naquela noite caia uma garoa fina na maior cidade da América do Sul.
Dentro do ônibus só o cobrador e o motorista, e, de passageiros: um casal, e três marmanjos. E eu era um deles.
O casal parecia que estava feliz, porque sorriam... Sorriam baixo e alto, por tudo e por nada!
E eu ali, por cima de todos. Por cima de todos, porque eu estava no último banco do coletivo e ele é mais alto... Eu olhava a noite, as ruas, as lojas que passavam... Passavam... Mas, eu não via nada. Nada!
Entretanto, num momento, olhei para aquele senhor de meia idade que estava sentado à minha frente, próximo ao meio do carro. Ele abaixou a cabeça, olhou para o pulso... Certamente ele viu o seu próprio relógio... Então, me encarou, sorriu e me disse:
–Meia-noite! Feliz Natal.
Foi como se alguém me desse uma bofetada na cara. Estremeci... Acordei... Ruborizei... Levantei-me e fui à direção aquele senhor... Ele era o cobrador.
No caminho fui cumprimentado pelo casal e também pelos outros dois passageiros.
–Feliz Natal. Eu olhava para cada um deles com surpresa, mas, sem graça, não respondia nada.
O ônibus já estava parando no ponto final na Praça da Republica, quando cheguei até o cobrador. Ele continuava sorrindo para mim... E antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele falou comigo primeiro:
– Feliz Natal meu amigo!
E eu, então, meio sem jeito, respondi:
– Feliz Natal. Mas, mas, como ainda havia uma frase gravada na minha memória, completei:
– Que o Senhor Jesus abençoe o senhor e toda a sua família!
Ele me olhou diretamente nos olhos e perguntou:
– Você é crente?
Engoli em seco! Fazia tanto tempo que eu não ia à igreja... Mesmo assim, lhe respondi a verdade; quero dizer meia-verdade. Porque, por fora eu poderia ser tido como um crente. Mas por dentro... Nem tanto.
– Sim, eu me encontrei com Jesus há... Melhor dizendo, Ele me encontrou há 5 anos atrás.
– Que maravilha meu irmão... Feliz Natal e muitas felicidades para você!
Naquele instante, aquele senhor cobrador me fez um sinal com a mão pedindo para que eu chegasse ainda mais perto dele, então me falou:
–Vou orar para que Deus oriente a sua vida!
–Eu agradeço... Agradeço mesmo! 
Desci do ônibus ouvindo a voz daquele bom homem... Para que Deus oriente a sua vida... Para que Deus oriente a sua vida... Para que Deus oriente a sua vida a a a...
Sim! Como eu estava precisando da orientação divina!

Comecei a caminhar meio sem destino. Naquele momento os pingos da garoa engrossaram um pouco e o asfalto começava a molhar. Atravessei a República sentindo o frio da noite batendo no meu rosto.
Como São Paulo no Natal é diferente! Ainda mais à noite, e, além disso, chovendo... Não tem muita gente não... E os carros também, não são tantos.  
Esgueirando-me por baixo das marquises dos prédios e embaixo dos toldos das lojas iluminadas, consegui caminhar praticamente toda a Rua 7 de Abril; descer a Conselheiro Crispiniano e voltar pela 24 de Maio até a Praça da República outra vez.
Não sei se foi a caminhada à pé, a água na cabeça, no rosto e nos braços, a palavra do cobrador... Acredito que, tudo isso junto, mais a graça do ilustre aniversariante, o Senhor Jesus Cristo, que me envolveram...
A verdade é que eu me senti renovado! Renovado na força, na esperança e até no amor próprio e ao próximo também.
Sim! Muitas vezes na vida é preciso haver uma renovação. E é imprescindível que essa renovação orientadora venha da parte do “Papai do Céu”.

Quando eu olhei para o ponto do ônibus... Um outro carro da mesma linha estava ali. E pronto para partir... Apertei o passo... Aquele era o último da noite.
Ainda bem que eu consegui entrar a tempo no veículo para voltar para casa!

Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio; ensina o justo e ele aumentará em doutrina. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência (Pv 9.9,10).

Ainda bem que consegui tempo para voltar!

Matheus Magnus Moura

© Publicação livre – se indicado o autor.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A TEOLOGIA DOS MISTÉRIOS (parte 3) - ...cada letra possui um valor numérico nos dois idiomas. Então, cada palavra, cada frase, cada pensamento, além do significado original, pode ser pesado e avaliado pelo conteúdo numérico.

OS NÚMEROS DA BÍBLIA

Os homens de Deus, reis, sacerdotes e profetas no tempo do “Antigo Testamento”, bem como, o próprio “Senhor Jesus Cristo” e os demais escritores do “Novo Testamento”, falaram inspirados pelo Espírito Santo. O interessante é que todo esse conteúdo foi escrito em duas línguas principais, o hebraico e o grego; e cada letra possui um valor numérico nos dois idiomas. Então, cada palavra, cada frase, cada pensamento, além do significado original, pode ser pesado e avaliado pelo conteúdo numérico. 

Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra (2 Tm 3.16,17).

Muitas vezes, os servos do Senhor se utilizaram parábolas, símbolos e números, para inserirem a “Palavra” da qual eram mensageiros. Na Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus, existe uma quantidade impar de mensagens que têm a capacidade de proporcionar a salvação eterna para a outra vida, ou seja, para existência pós-morte física. Bem como, inúmeras vezes mais bem-aventuranças, aqui, nessa vida.

Disse Jesus: E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna (Mt 19.29).

Quer queiramos ou não, se crermos ou não crermos, estamos rodeados de um mundo espiritual que influencia e potencializa a vida de cada um de nós aqui. Afinal somos essencialmente espirituais! Por isso, a nossa mente registra e se propõe a executar tudo aquilo que nela é inculcada. Seja por meio de palavras, pensamentos ou ações de nós próprios, ou mesmo de algum outro agente emissor. Quer venham no sentido positivo ou negativo. Bastando apenas que aceitemos em nosso “eu”, aquela proposta como verdadeira. E aquilo, fatalmente, pelo menos em parte, acontecerá. Independentemente se nos venha proporcionar benefícios ou prejuízos. Certamente a maioria de nós já passou pela experiência de estar gozando de perfeita saúde, mas, tendo o interior abatido, ao findar o dia percebeu que quase nada deu certo.

E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo (1Ts 5.23).

CHAVE ESPIRITUAL

Toda vez que lemos ou ouvimos mensagens das Escrituras Sagradas, entendemos que Deus está disponibilizando uma chave espiritual para compreendermos a sua estratégia e os seus planos; para podermos vencer as nossas próprias lutas, embaraços e dificuldades da vida, e ainda, sermos úteis ao seu projeto original. E ele disse-lhes: A vós vos é dado saber os mistérios do reino de Deus, mas aos que estão de fora todas estas coisas se dizem por parábolas (Mc 4.11).

O Senhor Nosso Deus se comunica conosco abertamente e também por “chaves de segredos” as quais, só podem entender os que estão no mesmo Espírito. As chaves de Deus estão na Bíblia, elas não foram inventados pelo raciocínio ou pensamento humano, mas elas foram colocadas lá pelo Espírito Sagrado da Palavra, e ninguém será capaz de decifrá-las se não for pelo Espírito Santo.

Salomão escreveu: A honra de Deus é esconder a palavra; mas honra do rei é examinar a palavra ( Provérbios 25.02).

PRUDÊNCIA COM OS MISTÉRIOS

Toda arte, toda literatura, toda numerologia, toda profecia, toda musicalidade, bem como as letras que flutuam na pauta musical, devem ser colocadas à prova diante da luz da Palavra de Deus. Se houver contradição às ordenanças, determinações ou mesmo os conselhos sagrados; certamente não foram inspiradas por Deus. Portanto, cedo ou tarde, haverá prejuízo físico, material e espiritual para a vida daqueles que continuarem aprovando tais conceitos, quer seja na prática direta, ou à conivência com eles. 

Com relação aos números, “o impostor” age da mesma forma como ele atua na música e em outras áreas humanas. O algoz, o espírito da falsidade, sempre procura confundir e distanciar a cada um de nós do Deus Eterno.

Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo (1Jo 4.1).

O Senhor nosso Deus tem manifestado ao mundo o seu grande amor, por meio do seu unigênito filho – o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Você pode iniciar-se e aprofundar-se nos “mistérios” de Deus ao saber o significado que Ele dá à sua vida. Comece comprovando a Sua graça, na eficácia da “Palavra”. A revelação gradativamente se descortinará diante dos seus olhos. Você tem essa possibilidade! Leia, estude e medite os ensinos da Bíblia Sagrada.

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (Jo 8.32).

Pastor Renato Moura:

professor e coordenador pedagógico do SETADI - Seminário Teológico da Assembléia de Deus no Ipiranga.
brother.moura@yahoo.com.br



Publicado no Jornal "DIVULGADOR DA VERDADE" 
Órgão Oficial da Igreja Assembleia de Deus – Ministério no Ipiranga. Edição Número 02. Ano 46 - Novembro e Dezembro de 2011

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

APROVEITE AS PROMOÇÕES DAS OPERADORAS DE TELEFONE - Saiba antecipadamente qual a operadora do celular ou fixo a chamar.

No Brasil, devido à portabilidade numérica, os usuários têm dificuldades para saberem  “antecipadamente” qual a operadora de um  número de telefone. 
Acredito que este endereço lhe será muito útil, por isso estou postando aqui.

Nele você pode descobrir qual a operadora atual de um determinado número de telefone, tanto fixo como celular. Faça o teste agora e comprove!


Ao abrir a página coloque o código da localidade do telefone a ser consultado. 
 Por exemplo: São Paulo é o 11 - em seguida insira o número do telefone.
Vai aparecer um código de segurança, digite-o no local apropriado.
Você deve confirmar com um  "enter" e pronto.

Assim você saberá antecipadamente qual o melhor "chip" deve usar na ligação.

Fique com Deus!

Pastor Renato Moura

Faze-me ouvir a tua benignidade pela manhã, pois em ti confio; faze-me saber o caminho que devo seguir, porque a ti levanto a minha alma (Salmos 143.8).


terça-feira, 13 de setembro de 2011

O BATISMO NO ESPIRITO SANTO - Poucos são os obreiros que estão ensinando a doutrina do batismo... Pastor Alcides Fávaro


Pastor Alcides Fávaro

Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até os confins da terra (Atos 1.8).

Poucos são os obreiros que estão ensinando a doutrina do batismo no Espírito Santo em suas igrejas. O que realmente está acontecendo? Perderam o fervor? Não creem mais? Se esfriaram? Não oram mais? Temos necessidade urgente na ministração dessa doutrina em nossas igrejas.

O batismo no Espírito Santo é para todos os que são salvos por Cristo, que nasceram de novo. É uma obra distinta da regeneração e da santificação. Ser batizado no Espírito Santo significa experimentar a plenitude do Espírito, conforme as citações bíblicas a seguir:

... Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar, até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera. Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando das coisas concernentes ao reino de Deus. E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes. Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias (Atos 1.1b – 5);

E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder. E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as suas mãos, os abençoou. E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu. E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém. E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus. Amém (Lucas 24.49-51);

Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim; da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais, e do juízo porque já o príncipe deste mundo está julgado. Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar (João 16.7-14).

Falar em outras línguas como sinal inicial do batismo no Espírito Santo é a confirmação de quem recebeu a promessa do Senhor Jesus. O batismo no Espírito Santo outorga ao crente ousadia e poder celestial para realizar grandes obras em nome de Jesus e ter eficácia no seu testemunho e pregação.

Temos também outros resultados genuínos como: mensagens proféticas, louvores, maior sensibilidade contra o pecado que entristece o Espírito Santo. É certo que ocorre uma vida que glorifica o Senhor Jesus, com vários dons do Espírito Santo. O desejo de orar e interceder é crescente; segue-se maior amor para com a Palavra de Deus, além de compreensão e obediência à mesma. 

Temos algumas condições prévias que ajudam os crentes a receberem o batismo no Espírito Santo:

a) Aceitar Jesus como Senhor e Salvador e afastar-se dos pecados do mundo (santificação);

b) Crer de corpo e alma que Jesus é que batiza com o Espírito Santo;

c) Ter grande fome e sede pelo batismo no Espírito Santo, de dia e de noite;

d) Buscar através da oração e perseverança o batismo no Espírito Santo (sem duvidar);

e) Aproximar-se dos crentes batizados no Espírito Santo (que estão em comunhão com a igreja) e rogar-lhes as suas orações;

f) Frequentar os cultos de oração, vigílias e consagrações da igreja;

g) Ler Atos do Apóstolos, pois é onde encontramos a maioria dos irmãos e apóstolos que foram batizados no Espírito Santo.

Concluo esta breve mensagem rogando com orações que Jesus batize no Espírito Santo os meus amados irmãos, os quais ainda não alcançaram esta promessa. Muito em breve sereis batizados no Espírito Santo. Busquem ao Senhor Jesus!

                                                            Pastor Alcides Fávaro

Presidente do Campo Eclesiástico do Ministério da Assembleia de Deus no Ipiranga e da COMOESPO – Convenção dos Ministros Ortodoxos do Estado de São Paulo e outros.


Transcrição feita pelo Pastor Renato Moura 
          (aguaparabeber.blogspot.com)
do JORNAL DIVULGADOR DA VERDADE

Órgão Oficial da Assembleia de Deus no Ipiranga
Ano 46 – Edição setembro/outubro de 2011

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O DESFILE - Quando a gente é criança parece que o tempo não passa. ...um sentimento de patriotismo: era o de 7 de setembro.

É engraçado! Quando a gente é criança parece que o tempo não passa; principalmente quando algo estava para acontecer  e seria aquilo que presumíamos que nos traria muita alegria. 

Era assim nos feriados... E um deles que me chamava bastante à atenção e me fazia correr nas veias um sentimento de patriotismo: era o de 7 de setembro. Não que eu soubesse, de sã consciência, o que era patriotismo, ou tivesse alguma noção do que fosse civismo. Ainda que as professoras Dona Súria, Dona Aparecida, Dona Naimi - do 1º., 2º. e 3º. ano, respectivamente - se esforçassem para nos ensinar...

Na verdade eu sabia sim! Sabia sem saber, porque, quando chegávamos para as aulas de manhãzinha, todas as classes se reuniam no páteo para hasteamento da “Bandeira Nacional” e para cantarmos o “Hino Nacional Brasileiro”, que nós chamávamos de hino do Brasil.

Eu me lembro vagamente, no primeiro ano, de um senhor de meia idade que de vez em quando, naquelas ocasiões, fazia um pequeno discurso. Não sei não, mas o “seu João” - acho que ele era o diretor da escola...

Grupo Escolar da Vila Conde do Pinhal. A minha escola não existe mais! Eram algumas construções de madeira, tipo alojamento, mas era bem ventilado por quatro vitrôs grandes, tinha lousa (quadro negro) e carteiras onde nós sentávamos...

Eu peguei aquela fase de transição entre a caneta de pena e a de tinta; de maneira que cada carteira tinha um recipiente (um copinho de vidro) acoplado onde o aluno mergulhava a pena (ponta metálica da haste) e escrevia. Mas estavam surgindo (no bairro Sacoman) as Sheaffer e as Parkers 51 que se tornariam o mais desejado objeto de consumo de qualquer estudante. Só que as professoras, não gostavam que a gente usa-se canetas; elas só permitiam lápis John Faber nº. 2. Acredito que elas temiam que os alunos causassem acidentes... Mesmo assim, de vez em quando aparecia alguém com o uniforme estropiado: a camisa branca – toda suja – manchada de tinta azul.

Eu cresci assim, num bairro da periferia. E dou graças a Deus, porque com as aulas na escola e o reforço espiritual que eu recebi na igreja, eu me desenvolvi honrando a Deus, a família e a sociedade.

Como eu estava dizendo... Eu não tinha conhecimento do que era “patriotismo”, mas me sentia um autêntico patriota. E os desfiles? Meu Deus - que emoção! A escola levava os alunos até a Av. D. Pedro, no bairro do Ipiranga. Eu só desfilei uma vez; isso era coisa para os mais velhos...

A minha classe recebia fitinha verdeamarela que a professora cortava com uma tesoura e ela mesma dava uns pontos com agulha e linha e grudava em nossos ombros. Também recebíamos bandeirinha de papel “do Brasil”, e orgulhosos víamos, primeiro, o desfile das escolas da região e depois os militares.

Quando eu ainda não conseguia ver, já sentia uma tremedeira por dentro ao ouvir o ribombar dos tambores da fanfarra se aproximando... Quando o desfile cívico patriótico escolar estava à frente dos olhos... Ai! que emoção! Brasil! Brasil! Brasil!
“BOM – bom – bororó  bom bom - BOM – bom – bororó  bom bom".   

E depois então? Os militares... O Exército, sempre em maior número, mas vinham também a Marinha e a Aeronáutica... Banda de música; carros de combate movendo-se com esteiras; canhões; soldados... Quantos soldados! motocicletas; cavalos... aviões...
Era assim, que eu entendia o que era ser patriota: estar pronto; se fosse preciso dar a própria vida em favor da pátria. Isso era muita ação e emoção para mim.

Agora civismo... Eram as abnegadas professoras que, aproveitando o entusiasmo da garotada, ensinavam na sala de aula: era respeitar e amar o Brasil; as autoridades, os pais, os professores, a escola... Era crescer e ser um cidadão de bem, educado, cumpridor dos seus deveres, respeitador das leis e que deveria sempre desenvolver o amor ao próximo e à nação brasileira.

Patriotismo... Civismo... Lembro-me que tínhamos uma matéria chamada: Educação Moral e Cívica.
Mas, isso já faz tanto tempo...

Ensinaste-me, ó Deus, desde a minha mocidade; e até aqui tenho anunciado as tuas maravilhas. Agora também, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força a esta geração, e o teu poder a todos os vindouros (Salmo 71.17,18).

Pastor Renato Moura

domingo, 28 de agosto de 2011

NOITE FRIA - O Senhor Jesus me deu essa letra e música. O maestro irmão Dony Di Paula fez os arranjos... Pr. Renato Moura




O Senhor Jesus me deu essa letra e música. O maestro irmão Dony Di Paula fez os arranjos e está aí; essa é a amostra do que será a gravação. Dá para ter uma idéia de como ficará quando estiver pronta. É claro que pretendemos melhorar e faremos isso com certeza! Espero que gostem e se possível opinem. Que Deus abençoe a todos, hoje e sempre! 
          
                NOITE  FRIA
                    © letra e música: Renato Moura

          UM GRITO ECOOU: A NOITE ESTÁ TÃO FRIA.
A NOITE ESTÁ TÃO FRIA,
E PARECIA ALGUÉM A MORRER.
UM GRITO ECOOU: A NOITE ESTÁ TÃO FRIA.
A NOITE ESTÁ TÃO FRIA,
ESTÁ TÃO FRIA NO MEU VIVER.

LAMENTOS ÀS VEZES OUVI,
MAS NÃO ENTENDI, AQUELE SINAL.
MINHA ALMA À MARGEM DA VIDA,
SE VENDO PERDIDA, POIS TUDO ERA MAL.

UM GRITO ECOOU: A NOITE ESTÁ TÃO FRIA...

ERA MINHA ALMA GEMENDO,
MINHA ALMA CHORANDO POR FALTA DE AMOR.
SOFRENDO DE INSEGURANÇA,
SEM TER ESPERANÇA DE UM SALVADOR.

UM BRADO ECOOU EU RECONHECIA.
ERA A COMPANHIA, QUE EU MAIS QUERIA,
ELE ME SALVOU.
UM BRADO ECOOU, NA NOITE FRIA,
AGORA EU SORRIA...
MINHA NOITE EM DIA, ELE TRANSFORMOU.

ERA JESUS, O AMADO,
QUE OUVIU MEU CHAMADO E VEIO ATENDER.
ACHOU-ME PERDENDO A VIDA,
SUA MÃO ESTENDIDA ME FEZ REVIVER.

UM BRADO ECOOU EU RECONHECIA...

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MUITO OBRIGADO.

Pr. Renato Moura

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

VETADO OUTDOOR COM VERSOS BÍBLICOS TIDO COMO HOMOFÓBICO - ...em nosso país ainda está em franca validade a “Liberdade de Expressão”, conforme preceitua o artigo 5º. da nossa Constituição...

  O Yahoo Notícias republicou uma matéria produzida pela jornalista Tatiana Farah para a agência “O Globo”, nessa segunda-feira dia 22 de agosto de 2011.
Nela se dá conta que, a justiça na pessoa do “juiz Aleksander Coronado Braido da Silva”, acatou uma ação civil que fora ingressada pela “Defensoria Pública do Estado de São Paulo”, contra a exposição de um outdoor considerado homofóbico.
Tal outdoor fora promovido pela “Casa de Oração de Ribeirão Preto” na semana passada. Nele estavam inseridas, tão somente, três citações bíblicas:

Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável... (Levítico 20.13 RA);

Por causa das coisa que essa pessoas fazem, Deus as entregou a paixões vergonhosas. Pois, até as mulheres trocam as relações naturais pelas que são contra a natureza. E também os homens deixam as relações naturais com as mulheres e se queimam de paixão uns pelos outros. Homens têm relações vergonhosas uns com os outros e por isso recebem em si mesmos o castigo que merecem por causa dos seus erros (Romanos 1.26.27 NTLH).

Portanto, arrependam-se e voltem para Deus, a fim de que Ele perdoe o pecado de vocês (Atos 3.19 NTLH)

O aludido Ilustre Meritíssimo Magistrado considerou que "a Constituição Federal protege a conduta do réu (a Casa de Oração de Ribeirão Preto) de expor suas opiniões pessoais, mas, ao mesmo tempo, também protege a intimidade, honra e imagem das pessoas quando violadas". E, por assim entender, e conforme as prerrogativas da sua função, determinou que fosse retirado o tal outdoor da via pública, o que foi feito um dia antes do desfile chamado de “Orgulho Gay de Ribeirão Preto”.
_______________________________

Compreendemos que o embate direto e franco entre posições contrárias poderia ser avaliado como o estopim para um confronto e, talvez, um distúrbio social. Entretanto, acredito que isso não aconteceria, pois o povo de Deus é um povo ordeiro. Mas, admitindo-se a possibilidade de correntes divergentes se encontrarem... Ora, não é isso que acontece quase todos os finais de semana nas capitais e no interior quando ocorrem as disputas esportivas? Cabe às forças auxiliares (Polícias) coibirem toda e qualquer violência. Porém, nunca e em hipótese alguma a “Palavra de Deus” poderia ser calada. Mesmo porque, em nosso país ainda está em franca validade a “Liberdade de Expressão”, conforme preceitua o artigo 5º. da nossa Constituição  incisos IV, V, IX e XIV, que reproduzidos a seguir:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
(...)

IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;
(...)

IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura e licença;
(...)

XIV – é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional;
(...)

Essa tal, “Liberdade de Expressão” é que dá direito de ser realizada tal “parada gay”, onde é inequívoca a maioria hetero que ali mora e ou transita. Mas, também, é a mesma "Liberdade" que dá o sagrado direito da manifestação contra. Afinal, direito é direito e a justiça deve ser e é, apartidária!
Assim, vemos a necessidade de nos engajarmos num movimento de oração em favor da nossa Pátria, para que, em casos como esse, juristas de gabarito e de bons costumes que cultuam ainda o ideal da fé e da família, apareçam e façam a defesa da crença nos parâmetros da Bíblia Sagrada e da fé, também sagrada, à nossa “Carta Magna” onde no inciso X do artigo 5º lemos:

X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua convicção.

Nesse caso, fica claro que, a “Casa de Oração de Ribeirão Preto” não colocou a público a intimidade ou a vida privada de ninguém. Apenas colocou a publico versículos bíblicos que condenam o homossexualismo, mas não apontou nem um nome de quem quer que seja. Se alguém fez isso, foram eles mesmos que se organizaram e pretendiam sair, como de fato saíram, colocando diante da imprensa, falada, escrita e televisada, isto é, a todo o público a sua “Parada Gay”.  
Se estes parcos, insuficientes e precários argumentos fossem juntados ao processo, certamente, seriam o bastante para que a sentença fosse diferente.  
Se os tais referidos juristas fornecessem ao “Ilustre Magistrado” os subsídios necessários e inerentes à questão, acredito que o “Juízo” poderia, em assim sendo, julgar, ao nosso ver,  de forma mais justa.

Que Deus nos ajude!
Pastor Renato Moura

Meu comentário postado ao pé da notícia original.
Em 22 de agosto de 2011

Homens e mulheres de Deus desse país! Está aí, essa minoria barulhenta (comparada com o todo) tem conseguido atropelar o nosso direito constitucional da liberdade de expressão inserido em nossa Carta Magna. Mas, lembremo-nos: "Em tudo o nome de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo há de ser glorificado".
Não nos acovardemos diante do pecado: usem os meios legais e pressionem os afeiçoados ao pecado. Eles que façam o que quiserem de si próprios; logo eles terão que prestar contas a Deus. Porém o nosso direito de nos manifestarmos contra, não pode ser usurpado. Manifeste o seu protesto enviando uma carta ou um email ao seu Deputado Estadual, Federal e Senador.
Parabéns "Casa de Oração de Ribeirão Preto"!