terça-feira, 13 de setembro de 2011

O BATISMO NO ESPIRITO SANTO - Poucos são os obreiros que estão ensinando a doutrina do batismo... Pastor Alcides Fávaro

Pastor Alcides Fávaro
Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até os confins da terra (Atos 1.8).

Poucos são os obreiros que estão ensinando a doutrina do batismo no Espírito Santo em suas igrejas. O que realmente está acontecendo? Perderam o fervor? Não creem mais? Se esfriaram? Não oram mais? Temos necessidade urgente na ministração dessa doutrina em nossas igrejas.

O batismo no Espírito Santo é para todos os que são salvos por Cristo, que nasceram de novo. É uma obra distinta da regeneração e da santificação. Ser batizado no Espírito Santo significa experimentar a plenitude do Espírito, conforme as citações bíblicas a seguir:

... Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar, até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera. Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando das coisas concernentes ao reino de Deus. E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes. Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias (Atos 1.1b – 5);

E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder. E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as suas mãos, os abençoou. E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu. E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém. E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus. Amém (Lucas 24.49-51);

Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim; da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais, e do juízo porque já o príncipe deste mundo está julgado. Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar (João 16.7-14).

Falar em outras línguas como sinal inicial do batismo no Espírito Santo é a confirmação de quem recebeu a promessa do Senhor Jesus. O batismo no Espírito Santo outorga ao crente ousadia e poder celestial para realizar grandes obras em nome de Jesus e ter eficácia no seu testemunho e pregação.

Temos também outros resultados genuínos como: mensagens proféticas, louvores, maior sensibilidade contra o pecado que entristece o Espírito Santo. É certo que ocorre uma vida que glorifica o Senhor Jesus, com vários dons do Espírito Santo. O desejo de orar e interceder é crescente; segue-se maior amor para com a Palavra de Deus, além de compreensão e obediência à mesma. 

Temos algumas condições prévias que ajudam os crentes a receberem o batismo no Espírito Santo:

a) Aceitar Jesus como Senhor e Salvador e afastar-se dos pecados do mundo (santificação);

b) Crer de corpo e alma que Jesus é que batiza com o Espírito Santo;

c) Ter grande fome e sede pelo batismo no Espírito Santo, de dia e de noite;

d) Buscar através da oração e perseverança o batismo no Espírito Santo (sem duvidar);

e) Aproximar-se dos crentes batizados no Espírito Santo (que estão em comunhão com a igreja) e rogar-lhes as suas orações;

f) Frequentar os cultos de oração, vigílias e consagrações da igreja;

g) Ler Atos do Apóstolos, pois é onde encontramos a maioria dos irmãos e apóstolos que foram batizados no Espírito Santo.

Concluo esta breve mensagem rogando com orações que Jesus batize no Espírito Santo os meus amados irmãos, os quais ainda não alcançaram esta promessa. Muito em breve sereis batizados no Espírito Santo. Busquem ao Senhor Jesus!

                                                            Pastor Alcides Fávaro

Presidente do Campo Eclesiástico do Ministério da Assembleia de Deus no Ipiranga e da COMOESPO – Convenção dos Ministros Ortodoxos do Estado de São Paulo e outros.


Transcrição feita pelo Pastor Renato Moura 
          (aguaparabeber.blogspot.com)
do JORNAL DIVULGADOR DA VERDADE

Órgão Oficial da Assembleia de Deus no Ipiranga
Ano 46 – Edição setembro/outubro de 2011

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O DESFILE - Quando a gente é criança parece que o tempo não passa. ...um sentimento de patriotismo: era o de 7 de setembro.

É engraçado! Quando a gente é criança parece que o tempo não passa; principalmente quando algo estava para acontecer  e seria aquilo que presumíamos que nos traria muita alegria. 

Era assim nos feriados... E um deles que me chamava bastante à atenção e me fazia correr nas veias um sentimento de patriotismo: era o de 7 de setembro. Não que eu soubesse, de sã consciência, o que era patriotismo, ou tivesse alguma noção do que fosse civismo. Ainda que as professoras Dona Súria, Dona Aparecida, Dona Naimi - do 1º., 2º. e 3º. ano, respectivamente - se esforçassem para nos ensinar...

Na verdade eu sabia sim! Sabia sem saber, porque, quando chegávamos para as aulas de manhãzinha, todas as classes se reuniam no páteo para hasteamento da “Bandeira Nacional” e para cantarmos o “Hino Nacional Brasileiro”, que nós chamávamos de hino do Brasil.

Eu me lembro vagamente, no primeiro ano, de um senhor de meia idade que de vez em quando, naquelas ocasiões, fazia um pequeno discurso. Não sei não, mas o “seu João” - acho que ele era o diretor da escola...

Grupo Escolar da Vila Conde do Pinhal. A minha escola não existe mais! Eram algumas construções de madeira, tipo alojamento, mas era bem ventilado por quatro vitrôs grandes, tinha lousa (quadro negro) e carteiras onde nós sentávamos...

Eu peguei aquela fase de transição entre a caneta de pena e a de tinta; de maneira que cada carteira tinha um recipiente (um copinho de vidro) acoplado onde o aluno mergulhava a pena (ponta metálica da haste) e escrevia. Mas estavam surgindo (no bairro Sacoman) as Sheaffer e as Parkers 51 que se tornariam o mais desejado objeto de consumo de qualquer estudante. Só que as professoras, não gostavam que a gente usa-se canetas; elas só permitiam lápis John Faber nº. 2. Acredito que elas temiam que os alunos causassem acidentes... Mesmo assim, de vez em quando aparecia alguém com o uniforme estropiado: a camisa branca – toda suja – manchada de tinta azul.

Eu cresci assim, num bairro da periferia. E dou graças a Deus, porque com as aulas na escola e o reforço espiritual que eu recebi na igreja, eu me desenvolvi honrando a Deus, a família e a sociedade.

Como eu estava dizendo... Eu não tinha conhecimento do que era “patriotismo”, mas me sentia um autêntico patriota. E os desfiles? Meu Deus - que emoção! A escola levava os alunos até a Av. D. Pedro, no bairro do Ipiranga. Eu só desfilei uma vez; isso era coisa para os mais velhos...

A minha classe recebia fitinha verdeamarela que a professora cortava com uma tesoura e ela mesma dava uns pontos com agulha e linha e grudava em nossos ombros. Também recebíamos bandeirinha de papel “do Brasil”, e orgulhosos víamos, primeiro, o desfile das escolas da região e depois os militares.

Quando eu ainda não conseguia ver, já sentia uma tremedeira por dentro ao ouvir o ribombar dos tambores da fanfarra se aproximando... Quando o desfile cívico patriótico escolar estava à frente dos olhos... Ai! que emoção! Brasil! Brasil! Brasil!
“BOM – bom – bororó  bom bom - BOM – bom – bororó  bom bom".   

E depois então? Os militares... O Exército, sempre em maior número, mas vinham também a Marinha e a Aeronáutica... Banda de música; carros de combate movendo-se com esteiras; canhões; soldados... Quantos soldados! motocicletas; cavalos... aviões...
Era assim, que eu entendia o que era ser patriota: estar pronto; se fosse preciso dar a própria vida em favor da pátria. Isso era muita ação e emoção para mim.

Agora civismo... Eram as abnegadas professoras que, aproveitando o entusiasmo da garotada, ensinavam na sala de aula: era respeitar e amar o Brasil; as autoridades, os pais, os professores, a escola... Era crescer e ser um cidadão de bem, educado, cumpridor dos seus deveres, respeitador das leis e que deveria sempre desenvolver o amor ao próximo e à nação brasileira.

Patriotismo... Civismo... Lembro-me que tínhamos uma matéria chamada: Educação Moral e Cívica.
Mas, isso já faz tanto tempo...

Ensinaste-me, ó Deus, desde a minha mocidade; e até aqui tenho anunciado as tuas maravilhas. Agora também, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força a esta geração, e o teu poder a todos os vindouros (Salmo 71.17,18).

Pastor Renato Moura