quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O CHORO DAS BALEIAS - Vem do mar esse mal cheiro? Não! não é verdade! É outra, a realidade – não vem da baleia morta. Vem dessa civilização...

Renato Moura

Por que será, que as baleias choram?

Eu não sei... não sei... Talvez, elas sintam que estão em extinção...

E que brevemente só existirão... na mente, da gente...

E no forte impulso – um salto – e jogam espumas para o alto;

Marcam as águas por um instante, mas, no outro, só restam mágoas.

Estigmas da revolta, contestação contra o arpão, que rasga e que corta;

Assassina carnificina, que mesmo sabendo escassa – caça.

E quando não caça, exclui; e se não; voluntariamente, polui...

E se o espelho não traduz o vermelho da morte,

Foi porque o sangue dessa, não jorrou – estancou – por dentro coitada!

Encalhou de madrugada; apareceu na praia do forte... por fora inchada!

Se desgarrou, perdeu o instinto, o rumo, o prumo... A vida.

Que vida? A mesma dos homens que atiram;

Dos homens – que tiram... dos que não vêem, nem viram – o perigo da vida...

E o sol queima a areia branca; e quem não sabia estanca.

Foi como um tapa na cara, que entrando lá dentro, revolta o estômago...

Vem do mar esse mal cheiro?

Não! não é verdade! É outra, a realidade – não vem da baleia morta.

Vem dessa civilização, que mal resolvida, vai levando e nem se importa.

Se forem eleitas as candidatas, se tiram o leite, ou se enlouquecem as vacas,

...ou se derrubam as matas.

Se amanhecem nos bares, se conspiram aos pares, ou se poluem os mares.

Ah - Esquece!

É melhor, sem afronte vislumbrar no horizonte – o mar – o Atlântico-Sul!

É melhor olhar ao longe e ver – o que as águas verdes, ainda têm de azul...

“Uuuuuuuuu” – “Âââh”...Ouviu?

Por que será, que as baleias choram?

Eu não sei... não sei... Talvez, elas sintam que vão se extinguir...

E que brevemente só existirão... na mente, da gente...

Se a gente ainda existir!

E Deus criou as grandes baleias, e todo o réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies; e toda a ave de asas conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom (Gn 1.21).

© Pr. R. Moura – Publicação livre – se indicado o autor.


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